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Guia de Boas Práticas para uso da DigAI

As 6 práticas que aumentam a assertividade da triagem: descrição da vaga, curadoria das perguntas, critérios, volume, tentativas e calibração do ranking.

Atualizado em 12 de agosto de 2026

Boas práticas para uso da DigAI

A qualidade da resposta da IA depende diretamente da qualidade da informação inserida na plataforma. Este guia reúne seis práticas que aumentam a assertividade do processo.

1. Capriche na descrição da vaga

É o campo mais importante da DigAI. É a partir dele que a IA entende o contexto da posição, sugere perguntas, propõe critérios e estrutura a triagem.

Uma boa descrição traz responsabilidades, requisitos técnicos obrigatórios e desejáveis, nível de experiência esperado, principais desafios, soft skills, perfil comportamental, cultura da empresa, contexto da área, expectativas do gestor e os pontos que diferenciam um bom candidato de um candidato médio.

Regra simples: se a informação foi discutida no alinhamento com o gestor, ela deve estar na descrição da vaga.

2. Faça curadoria das perguntas sugeridas

A IA sugere perguntas seguindo entrevista por competência com métodos estruturados, como o STAR. O recrutador valida. Avalie se cada pergunta está alinhada à necessidade da vaga, se está clara, se não é genérica ou repetitiva, e se avalia uma competência realmente importante.

3. Revise os critérios de avaliação

O critério é a régua: ele indica o que a IA vai observar nas respostas.

| | Exemplo | |---|---| | Ruim | "Avaliar comunicação." | | Melhor | "Avaliar se o candidato consegue explicar experiências anteriores com clareza, objetividade e capacidade de estruturar raciocínio diante de situações complexas." |

4. Calibre a quantidade de perguntas

| Perfil da vaga | Principais | Adicionais | |---|---|---| | Operacional e cargos de entrada | 3 a 5 | até 2 | | Middle level e gestão tática | 3 a 6 | até 3 | | Gestão, sênior e especialista | 3 a 6 | até 3 | | Técnicas e tecnologia (pleno e sênior) | 3 a 6 | até 4 |

As adicionais podem ser feitas até 2 vezes por pergunta principal. Perguntas em demasia derrubam a adesão — você troca profundidade por candidatos que não concluem.

5. Ajuste a quantidade de tentativas

| Perfil da vaga | Tentativas | O que a régua comunica | |---|---|---| | Operacional e cargos de entrada | 2 a 3 | Espaço para o nervosismo | | Middle level e gestão tática | 2 | Equilíbrio entre chance e objetividade | | Gestão estratégica, sênior e especialista | 1 | Assertividade é parte da avaliação |

Tentativa não é complacência, é equidade: você dá ao candidato a mesma margem que daria numa entrevista presencial para aquele nível.

6. Faça o ajuste fino no início do ranking

A cada 10 candidatos iniciais, avalie se as notas estão coerentes. Os mais fortes estão bem avaliados? Os fracos estão recebendo notas menores? Algum critério pesa demais ou é pouco relevante? Critérios, perguntas e tentativas são ajustáveis a qualquer momento.

As 4 rotinas que precisam virar hábito

  • Criar uma descrição de vaga robusta
  • Fazer curadoria das perguntas e critérios
  • Dimensionar perguntas e tentativas pela senioridade
  • Calibrar os primeiros candidatos do ranking
  • A DigAI não substitui o critério do recrutador. Ela potencializa.

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